Sobre Rodrigo Fischer

Rodrigo Fischer é um artista brasileiro que desenvolve pesquisas e criações interdisciplinares entre teatro, performance, artes visuais, cinema e time-based media. Seus projetos transitam entre a apropriação de poéticas audiovisuais e novas tecnologias para a cena, experimentações com foco no trabalho do ator e agenciamento entre imagens, objetos, sons, corpos e textos para composição de performances polifônicas. 

Seu trabalho tem sido desenvolvido a partir de residências artísticas, intercâmbios e coproduções nacionais e internacionais, mas sobretudo a partir das parcerias desenvolvidas dentro do Grupo Desvio que ele dirige desde 2001. Os trabalhos do Desvio foram apresentados nas principais capitais brasileiras e conquistaram espectadores em mais oito países, destacando-se as últimas produções do grupo como o premiado espetáculo Misanthrofreak (2014); Os Fracassados (2015) e A sombra dos outros (2018). Fora do Desvio, dirigiu importantes projetos como Sexton (2012), produzido pelo Centro Cultural Banco do Brasil e 2+2=2 (2015), realizado em Tibilisi, Geórgia a convite da companhia Akhmeteli Theater e considerada pela crítica do país como uma das melhores montagens dos últimos anos da Geórgia.

Graduado em interpretação teatral (2006/Unb). Mestrado em Processos Composicionais para a Cena (2008/Unb) com uma pesquisa sobre o trabalho do ator por uma perspectiva da multiplicidade do sujeito. Doutorado em Processos Composicionais para a Cena (2015) pela Universidade de Brasília e City University of New York com uma investigação sobre o cinema de John Cassavetes e sua contribuição para o trabalho do ator; Pós-Doutorado (2018) no Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília e no Departamento de Performance Studies da New York University com uma pesquisa sobre performance polifônica a partir do agenciamento entre imagens, sons, objetos e corpos.

Como professor, trabalhou na Faculdade de Artes Cênicas Dulcina de Moraes por três anos e no Departamento de Artes Cênicas da Unb por dois anos. Atualmente é pesquisador colaborador do Programa de Pós Graduação da Unb e participa constantemente de eventos  científicos, como 3rd Annual International Conference on Visual and Performing Arts em Atenas, Grécia; IX World Congress  International University Theatre Association (AITU-IUTA) em Minsk, Bielorússia; IV Jornadas Nacionales de Investigación y Crítica Teatral em Buenos Aires, Argentina; IFTR Conference 2012 MEDIATING PERFORMANCE: Scène, Média et Médiation em Santiago, Chile; Conference On the Image 2014 em Berlin, Alemanha; Bodies on Stage: Acting confronted by Technology, Sorbonne Nouvelle – Paris, França em 2015; Conference On the Image, Hong Kong em 2018.

Ator desde 1998, ele trabalhou em importantes montagens  desde então, como A história de Jerry e o Cachorro (2007), de Edward Albee, dirigida por Diego Bresani e Os Demônios (2008), de Fiódor Dostoiévski, dirigida por Antônio Abujamra e Hugo Rodas. No cinema, a parceria com o coletivo Alumbramento resultou em dois importantes trabalhos, o longa No lugar errado (2013) e o curta-metragem O Amor nunca acaba (2012). Em 2014 participou do média metragem Indo para Casa de Clarissa Campolina e Luiz Pretti. Em 2015, protagonizou o filme Último Trago, dirigido por Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti.

De sua formação complementar, destacam-se os cursos realizados durante sua pesquisa de doutorado na CUNY em 2013 (City University of New York), como o curso Atuação para cinema e televisão realizado na escola Stella Adler e o curso A técnica Meisner realizado na New York University, além de outros realizados no Brasil como Encontro com diretores com Eugenio Barba e O corpo como fronteira com Renato Ferracini.

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